segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Seminário do dia 04 de novembro de 2010.

 Resolução de Problemas



        Segundo o dicionário Aurélio (1ª edição/2004), “problema significa questão matemática proposta para que se lhe dê solução; questão não solvida, ou de solução difícil. Os educadores matemáticos, atualmente, vêm se preocupando muito com a questão de resolução de problemas, devido à sua grande importância não só no ensino da Matemática, como no de outras disciplinas. Alguns pensamentos citados por Dante (1989) ilustram bem a questão:

“Problema matemático é qualquer situação que exija a maneira matemática de pensar e conhecimentos matemáticos para solucioná-lo.”

“A real justificativa para se ensinar Matemática é que ela é útil e, em particular, auxilia na solução de muitas espécies de problemas.” Begle (In Dante).

 “A resolução de problemas foi e é a coluna vertebral da instrução matemática desde o Papiro de “Rhind”. Polya (In Dante)

“Aprender a resolver problemas matemáticos deve ser o maior objetivo da instrução matemática. Certamente outros objetivos da Matemática devem ser procurados, mesmo para atingir o objetivo da competência em resolução de problemas. Desenvolver conceitos matemáticos, princípios e algoritmos através de um conhecimento significativo e habilidoso é importante. Mas o significado principal de aprender tais conteúdos matemáticos é ser capaz de usá-los na construção das soluções das situações-problema.” Hatfield (In Dante).

         Quando falamos em resolução de problemas, a tendência é associá-la sempre a questões de matemática, física, química, como aquelas pedidas pelos professores aos alunos no final de cada capítulo do livro.
        Diariamente, o ser humano lida com resolução de problemas, dos mais simples ao mais complexo. Portanto, é errôneo pensar que resolução de problemas é uma questão exclusiva da matemática. Desta forma, focalizamos a resolução de problemas na matemática. Em ambos os casos, estamos lidando com linguagens que exigem do usuário uma competente utilização do raciocínio, conhecimento prévio, da lógica e da coerência. A questão que se põe é como podemos incentivar o pensar e o raciocinar. Infelizmente o aprendiz não é ensinado a desenvolver o raciocínio lógico-dedutivo, e sim a copiar modelos, padrões de respostas, resultados. Esta postura se repete quando lida com a resolução de problemas, em razão das falhas metodológicas a que é submetido ao longo da sua formação.       
        

Nenhum comentário:

Postar um comentário