sábado, 13 de novembro de 2010

Seminário sobre Etnomatemática




O que é Etnomatemática?
Vivendo em locais distintos da Terra, os humanos sempre tiveram desafios específicos. Desenvolveram soluções de acordo com as suas necessidades. Exemplos:
*Povos das florestas e dos campos criaram estratégias distintas para avaliar a área das terras de que dispunham.
*Comunidades de zonas tropicais e temperadas tiveram diferentes percepções das estações do ano e isso impactou a evolução dos calendários.


A Etnomatemática no Brasil
O movimento surgiu na década de 70, quando o Brasil juntamente com os Estados Unidos se destacaram pelo potencial da etnomatemática na educação. A importância da pesquisa sobre o saber e o fazer matemático de várias culturas abordado nas dimensões etnográfica, histórica e epistemológica da etnomatemática se relaciona com a dimensão pedagógica, propondo uma alternativa à educação tradicional.

Quem foi o pai da Etnomatemática no Brasil?
 Ubiratan D’Ambrosio nascido em São Paulo dia 8 de dezembro de 1932. Do vasto currículo nacional e internacional de Ubiratan destacamos: É bacharel e licenciado em matemática pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, doutor em matemática pela Escola de Engenharia de São Carlos e pós-doutorado pela Brown University, (EUA). É professor emérito de matemática na Unicamp; professor credenciado no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da USP, entre outros. Foi presidente da Sociedade Brasileira de História da Matemática.

Vejamos alguns exemplos de etnomatemática envolvendo a geometria com novos contornos e estratégias específicas, peculiares ao campo perceptual dos sujeitos ao qual se dirige.
*Na cultura japonesa tem-se a arte dos origamis
*Na cultura africana tem-se os fractais
*Na cultura indígena tem- se a cestaria
Com isso, podemos observar a diversidade cultural matemática em função de cada meio social.


Origami 

Origami em japonês significa a arte da dobradura de papel sem cortá-lo ou colá-lo, cria representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas, apresentando numerosas relações com a matemática.
Utiliza-se apenas um pequeno número de dobras diferentes que, no entanto podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores ou estampas diferentes.
Utiliza-se apenas um pequeno número de dobras diferentes que, no entanto podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores ou estampas diferentes.

Fractais
Fractais ( do latim fractus, fração, quebrado) são figuras da geometria não-Euclidiana.
É uma aplicação da ciência, tecnologia e arte gerada por computador.
Os fractais podem ser definidos segundo algumas características intuitivas, pois se torna difícil a conversão da definição matemática para a linguagem ordinária devido à falta de termos adequados à sua tradução.
Fractais ( do latim fractus, fração, quebrado) são figuras da geometria não-Euclidiana.
É uma aplicação da ciência, tecnologia e arte gerada por computador.
Os fractais podem ser definidos segundo algumas características intuitivas, pois se torna difícil a conversão da definição matemática para a linguagem ordinária devido à falta de termos adequados à sua tradução.


Cestaria indígena
Na cultura indígena brasileira, a cestaria é muito expressiva. Artefatos usados pelos Tupinikim, como peneiras, balaios, tipitis, e samburás, são confeccionados com técnicas de cestaria. Podemos notar elementos da geometria presente nas cestarias, por meio de formas geométricas, simetrias, ângulos, entre outros.

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